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  • Júlio Zacarchenco

Êmulo de Jesus

(04 de Outubro - Dia de São Francisco de Assis)

Os ásperos caminhos da Úmbria foram-lhe a confortável senda para o ministério de amor.


Os rigorosos invernos fizeram-se-lhe o agasalho para o Espírito imbatível.


As rudes incompreensões tornaram-se-lhe o fogo purificador para o forte metal da tarefa.


As duras renúncias e flagícios constituíram-lhe o apoio para a dedicação total.


Os espinhos cravados nas carnes da alma transformaram-se em rosas sublimes do apostolado e da abnegação.


As caminhadas esmoleiras para os fustigados pela lepra e pelo abandono forjaram-lhe as fibras da santificação.


O amor, na sua mais absoluta expressão humana, exalçou-lhe o Amor divino emboscado no ser sensível.


As refregas da atividade infatigável, as lutas pela paz, a viagem em favor da "terra do Senhor", o esquecimento de si mesmo, a confiança total e a visão esplendorosa do Cristo, que o assistia, alçaram-no à posição de êmulo perfeito do Mestre Inconfundível.


Ninguém que imitasse o amor de Jesus com tanto alento!


Amante da Natureza e "trovador de Deus", o cancioneiro da humildade fez-se a melodia sem voz de todas as vozes com os seus, aqueles com os quais confabulava.


Pregador do exemplo, apóstolo da ação, irmão do sofrimento, Francisco, o pobrezinho, logrou reunir o tesouro da fé inquebrantável e de força insuperável que dele fez o fiel construtor de um mundo novo, que o novo mundo por pouco não destruiu completamente.


Diante dele, recorda-te de Jesus.


Meditando nele, acompanha-o até Jesus.


Orando com ele, avança para Jesus.


Não aceites colações impossíveis quando chamado à trilha da dedicação cristã.


Nas novas Porciúnculas, nas recentes vias das Assis megalópoles, ergue no coração o eremitério para o amor e sai a cantar bênçãos e consolações para os irmãos do mundo em agonia.


Estigmatiza-te com as feridas do sentimento em sublimação e abre as comportas do Espírito à embriaguez do amor.


Faze da vida um poema simples, uma canção de simplicidade, uma oração simples exaltando os bens inconfundíveis do Evangelho, que deves imprimir nos atos de toda hora.


Amor a Deus, amor aos homens, amor aos animais, amor a todas as coisas.


Pensando nas santas aspirações e ideais de Francisco de Assis, o "esposo da pobreza" e o dedicado servo do Cristo, esforça-te até o sacrifício total, rogando ao Senhor que faça de ti "instrumento de sua paz", em louvor de todas as criaturas.


(Joanna de Ângelis, in "Francisco - o Sol de Assis", cap.14, editora LEAL)


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